Meus pais chegaram!

Felizmente meus pais vieram nos visitar aqui no Québec! Para resumir tamanha alegria, algumas fotinhas dos programas realizados durante a primeira semana… :-)

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Obs.: Post pessoal, eu sei… Mas imagino que muitos vão gostar! ;-)

Assinado: João Paulo!

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Quebecófonos? “Pas encore…”

Na teoria, o Canadá é bilíngue (anglófono e francófono) e o Québec deveria ser francófono. Na prática, nas cidades do Québec predomina o francês, nas outras províncias canadenses predomina o inglês, mas as grandes cidades são uma mistura babélica (bom adjetivo, hein?): falam-se todas as línguas, por isso seja cauteloso ao conversar em português… Ao chegar no Québec, observe que os rótulos dos produtos são escritos em inglês e francês! Em cidades como Montréal, essa mistura é impressionante: línguas diferentes predominam em bairros específicos, os comerciantes atendem os clientes dizendo “Bonjour! Hi!” e o cliente decide em qual língua prefere ser atendido, dependendo da sua resposta!

Apesar dessa mistura, existe no Québec um movimento pela defesa do francês. Nos anos 60, ocorreu no Québec a Revolução Tranquila, período de rápida modernização da região, resultado de grandes investimentos do governo, insulflando nas pessoas uma identidade nacional. Com esse movimento, surgindo leis que protegem o francês como símbolo de liberdade. Atualmente, o quebequense fala uma língua diferente do francês europeu, um idioma curioso recheado de palavras emprestadas do inglês e com sotaque próprio.

  • Em alguns momentos, o quebequense importa palavras do inglês em seu discurso. “Emprego” por exemplo, na França é “emploi”, no Québec é “job” (como no inglês).
  • Em outros momentos, ele usa anglicismos. Para responder alguém que diz “merci”, enquanto o francês diz “de rien”, o quebequense diz “bienvenue” (tipo “welcome”).
  • Existem também alguns momentos em que o quebequense prefere ser mais purista. Exemplo: “fim de semana”, na França é “weekend”, mas aqui é “fin de semaine”.
  • Isso sem contar as expressões próprias, como o famosíssimo “tabarnak” e similares. Se vocês quiserem, escrevo depois um post sobre palavrões, que são super divertidos!

Estudo com alguns franceses e muitos não aceitam as diferenças das línguas: em suas cabeças ignorantes (me desculpem), eles pensam que o quebequense conversa errado! Os franceses geralmente debocham do sotaque do quebequense, questionam expressões como “Tu veux-tu ?” e “Tabarnak !” e não concordam com a prática do “tutoiement”… Num dia desses, expliquei para um francês que a língua depende da cultura blá blá blá… e ele me perguntou porque as crianças não aprendem na escola o “francês correto”. Quando eu respondi “Fulano, eles não querem o francês europeu, eles realmente querem o francês quebequense!”, ele não entendeu nada… Vai ser bobo assim lá na França! :-) Pode ser que eu esteja enganado, mas parece que franceses e quebequenses têm uma birrinha…

Para encerrar este post, aquele conselho de sempre: estude bastante o francês (e o inglês também)! Hoje em dia, embora nos comuniquemos bem, ainda não somos francófonos – de vez em quando, desconhecemos algumas palavras ou conjugamos mal alguns verbos. É frustante quando, ao conversar com alguém, a pessoa pergunta “Prefere conversar em inglês?”… Um amigo nosso uma vez resumiu de modo hilário o dilema do imigrante: “O que me preocupa é quando não conheço uma palavra em francês e já esqueci também em português!” Hahaha… Sensacional! Em resumo, futuros imigrantes, estudem bastante!

Assinado: João Paulo!

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Bon appétit !

Hmmm… Eis um post para os glutões, pessoas que, como nós, gostam da “restauration”! Você encontra em Montréal muitos restaurantes, de preços variados e cozinhas exóticas. Existem lanchonetes baratas, como Tim Hortons, indicado para um lanche mais rápido, mas sugerimos evitar locais como McDonald’s, Subway, Burger King… alguns bem “junky food”. Lembre-se que, se você for atendido por garçom / garçonete em um restaurante, não deixar gorjeta (o famoso “pourboire”, que costuma ser 15%) é praticamente ofensivo. Se você quiser uma especiaria quebequense, experimente a poutine, um lanche “meio calórico” e de receita simples: batatas fritas e pedaços de queijo, com molho barbecue.

Se sentimos saudade da comida brasileira? De vez em quando, mas nada tão horrível… Durante a semana, saímos de casa carregando nossas marmitinhas (super comum por aqui), de vez em quando, arriscamos em casa algumas receitas brasileiras e outras quebequenses, e quando possível visitamos um restaurante de comida diferente. Mais fotinhas abaixo, inclusive algumas de outra “cabane à sucre”, reunindo os blogueiros de Voilà pourquoi, Mais uma geração, Moi et mes rêveries. “Bon appétit, mes amis !”

Assinado: João Paulo!

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…e pedalando também!

Francamente, em muitos horários e muitos bairros de Montréal, é bobagem dirigir! Costuma engarrafar nos horários de pico, sem contar que os metrôs funcionam bem… Animados com a chegada da primavera e os inúmeros parques e ciclovias aqui no Québec, compramos duas bicicletas pelo precinho de 220 dólares cada (sem contar os impostos). Escutando o conselho de Flavio e Julia, compramos as “magrelas” na chamada SOS Vélo, uma loja que tem duas propostas muito bacanas, a primeira, ecológica, a segunda, social: eles montam bicicletas de excelente qualidade restaurando partes de bicicletas usadas e, para essa tarefa, eles capacitam jovens / adultos sem experiência no mercado de trabalho. Abaixo, um vídeo da loja, para quem quiser treinar um francês levemente quebequense.

Deixamos aqui também algumas fotinhas de um passeio de “vélo” com Flavio e Julia ao Parc du Mont-Saint-Bruno: 40 km pedalados e pernas bem doloridas! :-)

Assinado: João Paulo!

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Dirigindo no Québec…

Figura-20130427-DireitaEsqueci de contar aqui: Consegui a carteira de motorista quebequense e já dirigimos bastante por aqui! :-) Sempre que precisamos, alugamos um carro na Discount Québec; confira se seu cartão de crédito oferece o seguro, sai mais barato. Chegando no Québec, podemos dirigir usando a carteira brasileira durante um semestre, depois é preciso trocar. Se você solicitar a carteira quebequense até um ano após sua chegada, passará por um processo mais rápido. Se demorar mais de um ano para solicitar essa carteira, tem que encarar o caminho normal, que tem até auto-escola. Dirigir no Québec é bem tranquilo, mas tem algumas diferenças: pedestres e ciclistas têm sempre prioridade; existem cruzamentos com “pare” em todas as esquinas; o semáforo vermelho não impede de virar à direita (exceto em Montréal ou onde existe essa plaquinha estranha)… Para quem tem interesse na carteira de motorista, mostro abaixo rapidinho os passos mais importantes do processo:

  1. Figura-20130427-GuiaBurocracia: É preciso uma tradução oficial da carteira brasileira. Eu consegui isso no Consulado do Brasil em Montréal, onde costuma ter uma pequena fila e um sistema de senhas… com problemas técnicos!
  2. Estudo: Marque seus exames com a SAAQ (“Société de l’assurance automobile”); costuma esperar um mês. Recomendo uma leitura do “Guide de la route” e os simulados online, eles nos ajudaram no exame teórico.
  3. Exame teórico: O prédio da SAAQ é bem organizado (as senhas funcionam!) e os funcionários costumam ser simpáticos. O exame teórico é bem moderninho, com computadores “touchscreen” e resultado instantâneo.
  4. Exame prático: 30 minutos nas ruas, ao lado de somente um avaliador, que costuma ser tranquilo e educado. Procure demonstrar confiança e sempre confira os pontos cegos… sempre! Se encontrar um avaliador com interesse no Brasil (como foi meu caso)… excelente! :-)

Assinado: João Paulo!

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Here comes the sun!

“Désolé, mes amis !” Passamos um bom tempinho sem aparecer por aqui… Quando chegamos no Québec, como tudo era novidade, costumávamos escrever toda semana. Contudo, após algum tempo, entramos em uma rotina e assumimos tarefas normais (estudo, trabalho, compras…), por isso acabamos esquecendo de escrever. Confesso também (e poucos assumem isso) que passamos por momentos de saudade: dos pais, dos irmãos, dos cunhados, dos amigos, dos almoços de domingo… Talvez dependa da pessoa, mas acredito que o inverno contribua para essa saudade, com seus dias curtinhos (amanhecendo às 08h, anoitecendo às 16h, se não me engano) e algumas temperaturas polares (chegamos pertinho de -30 em meados de janeiro!)…

Felizmente, começou a primavera e é maravilhoso como a cidade se transforma: a neve já derreteu, os pássaros já voltaram, estamos abandonando os agasalhos e os dias estão bem mais longos… Está amanhecendo às 05h e anoitecendo às 19h! Contam que todo imigrante costuma experimentar três momentos em seu novo país: primeiro, lua de mel; depois, dá aquela tristeza; finalmente, começa uma rotina, alternando tropeços e conquistas, tarefas cotidianas e outras mais especiais. Acredito que nós, Grazielle e eu, começamos no momento essa terceira fase! E nossa maior conquista nesse processo de migração foi fortalecer nossa relação! Conselho para os casais que migram: Enfrentem juntos os momentos de aperto, preparem-se para conviver de modo intensivo com qualidades e defeitos do outro. Felizmente conhecemos aqui brasileiros muito bacanas, pessoas que aqueceram bastante nosso inverno, com quem passamos momentos super divertidos!

Como de costume, encerro este post com algumas fotinhas de nosso inverno: teve “Fête des Neiges”, “Montréal en Lumière”, “cabane à sucre” com bastante “sirop d’érable”… Prometo que tentaremos escrever de modo mais frequente. “Bisous !”

Assinado: João Paulo!

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Nevasca, ano novo e compras para casa

45cm de neve!

45cm de neve!

Para quem já está no Québec, não é novidade, mas para quem está no Brasil, é bom registrar: em 27 de Dezembro, caiu neve demais aqui em Montréal: 45,6cm! Foi mais do que na Tempête du Siécle (“Tempestade do Século”), no inverno de 1971, quando foi registrada o recorde de 43,2cm de neve em apenas um dia. Para os imigrantes amadores que acabaram de chegar (nós!), deu sim um medinho… Ventou bastante e a neve cobriu tudo: as ruas, as calçadas, os telhados, os carros… No dia seguinte, entraram em cena o eficiente serviço montrealense de “déneigement” e as pás dos “pobres quebequenses”, retirando quilos de neve de cima dos carros…

TempeteSiecle

Nevascas de 1971 e de 2012.

Estoque do Ikea.

Um corredor (!) do estoque do Ikea.

Encerradas as festas de fim de ano (com uns amigos imigrantes), decidimos cuidar um pouquinho da casa. Para quem se esqueceu, ganhamos ou compramos baratinho os móveis do apartamento que alugamos. Começo de tudo: decidimos repintar os cômodos, porque os antigos moradores haviam pintado as paredes… digamos… de uma maneira “exótica”. Ah, lembrete importante: aqui é tudo “do it yourself”! Quer pintar as paredes? Quer contratar um pintor? Hahaha… Esqueça essa mordomia! O pintor é você! Escolhemos as tintas, compramos no Canadian Tire, viemos carregando nos metrôs… e mandamos ver! Próxima mudança: comprar uns móveis novinhos! Para escolher os móveis, visitamos o famoso Ikea, uma loja monumental com diversos departamentos: sala, quarto, cozinha, tecidos, iluminação, decoração etc. Mais uma vez “do it yourself”: primeiro, você escolhe os produtos pela loja, depois, deve coletar os produtos no estoque, finalmente, precisa montar os móveis em casa. Quer que alguém vá ao estoque? 40 paus! Quer que alguém entregue em casa? 59, no mínimo! Apesar do tom irônico, é um modelo interessante e uma loja completíssima, com produtos bacanas e até restaurante! Estamos querendo voltar lá, mas com um carrinho:-)

Assinado: João Paulo!

Update: Lembram-se da pracinha (em três momentos diferentes) do post anterior? Observem como ela está de cara nova mais uma vez, com muito mais neve…

A mesma praça... Mas cadê os bancos?!

A mesma praça… Mas cadê os bancos?!

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